sexta-feira, 27 de agosto de 2010

(dia 9) Dear Stan,

Não é a dor. Não é a saudade. É essa confusão de sentimentos que na verdade não estão em mim. É o medo, a angustia; o anceio de que em algum tempo a sua imagem suma de mim, a minha memória me traia. É a necessidade de te sentir por perto, de te procurar em outros corpos.
Amor,
Liz.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

(dia 8) Dear Stan,

Você costumava a me entender quando nem eu mesma me entendia. Espero que você entenda quando digo que estou sofrendo agora. O que mais me incomoda é saber que terei que conviver para sempre com essa dúvida. Nunca vou poder saber o que você sentia por mim. E todo o medo que eu tinha de talvez você não sentir o mesmo, seria tão melhor do que essa incerteza.
Precisando de você,
Liz.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

(dia 7) Dear Stan,

Hoje faz uma semana desde que você morreu, e eu tenho algo para falar escrever para você. Eu sei que você é era meu melhor amigo, e sei que não devemos esconder coisas de quem nós confiamos, mas eu tinha medo da sua reação. Eu não acredito que deixei você ir sem antes te contar isso. Nós fomos amigos desde sempre, e eu confio confiava em você mais do que tudo, e te amo mais do que amo a mim mesma.
Eu sei que nunca te contei, mas talvez esse seja o momento certo. Eu estou... eu estava apaixonada por você. E ficar sem você, ao inves de descontruir esse amor, só o alimenta. Eu me sinto mais fraca, mais morta a cada minuto, eu preciso sentir seu abraço, seu cheiro já está sumindo das minhas lembranças, sua voz se misturando com as outras dentro da minha mente. Eu preciso estar ao seu lado, estou com mais saudades do que eu posso aguentar.
Com muito amor,
Liz

terça-feira, 24 de agosto de 2010

(dia 6) Dear Stan,

Eu preciso de você agora, eu não sinto mais raiva do mundo, não estou com paciência para ficar brava com ninguém, eu só preciso de você aqui. Pra dizer que tudo vai ficar bem mesmo sabendo que não vai. Para dizer que tudo vai dar certo mesmo quando tudo diz o contrário. Eu preciso da merda do seu abraço, da sua presença, do seu amor.
Preciso de você aqui, agora e sempre.
Liz.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

(dia 5) Dear Stan,

As coisas tem sido difíceis em casa também. As coisas tem sido difíceis em todos os lugares, não sei mais o que fazer. Tudo me machuca de mais, me irrita de mais, me estressa de mais, só você pode me acalmar.
Espero que minhas cartas cheguem ao lugar onde você está agora, seja lá onde isso fique.

Com amor,

Liz.

domingo, 22 de agosto de 2010

(dia 4) Dear Stan,

Hoje depois da aula eu fui até a sua casa. Estava tudo tão... tão normal. Seu cheiro ainda estava no quarto, suas roupas desarrumadas em cima da sua cadeira, sua cama por fazer, sua janela entre-aberta. Era como se eu pudesse sentir a sua presença lá. Eu vi seus desenhos, li seus textos, folheei seus livros. Me senti tão próxima de você. A minha sensação era de que de repente você ia voltar.
Espero que você saiba que você sempre será mais do que um grande amigo para mim.

Eu sinto a sua falta a cada segundo da minha vida.
Liz.

sábado, 21 de agosto de 2010

(dia 3) Dear Stan,

A cada segundo que passa, menos eu me acostumo com a sua ausência. Tudo que acontece me faz sentir mais saudades de você, mais insegurança em relação ao mundo, as pessoas, as relações. Você é minha única certeza, minha única garantia de que eu ainda posso ser feliz.
Eu sei que agora o jeito é olhar para frente e continuar, para mim é a melhor forma de te respeitar, mas é muito difícil fazer qualquer coisa longe de você, sem seu carinho, sem sua aprovação, sem o conforto do seu abraço. Eu prometo que vou sempre continuar tentando, vou continuar tentando aprender a viver sem você ao meu lado.

Com amor,
Liz.